Anteriormente, o salário mínimo era de R$ 1.518. O novo valor foi definido após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador utilizado no cálculo anual do reajuste.
O INPC registrou variação de 0,03% em novembro e acumula alta de 4,18% nos últimos 12 meses, índice que compõe a base da correção inflacionária do salário mínimo.
Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o reajuste deverá injetar R$ 81,7 bilhões na economia brasileira. O impacto considera efeitos sobre renda, consumo e arrecadação, mesmo em um cenário de restrições fiscais mais rígidas.
Como é calculado o reajuste
A regra vigente estabelece que o salário mínimo seja corrigido por dois fatores. O primeiro é o INPC acumulado em 12 meses até novembro, que neste cálculo foi de 4,18%.
O segundo fator é o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Em dezembro, o IBGE revisou os dados do PIB de 2024, confirmando expansão de 3,4%.
No entanto, o arcabouço fiscal limita o ganho real acima da inflação. Pela regra, esse acréscimo pode variar entre 0,6% e 2,5%, mesmo que o crescimento econômico seja maior.
Com isso, o salário mínimo calculado para 2026 seria R$ 1.620,99. Conforme determina a legislação, o valor foi arredondado para R$ 1.621, consolidando o reajuste de 6,79%.

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